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“You are not your brain”

“You are not your brain” é um livro de Jeffrey M. Schwartz e Rebecca Gladding que é absolutamente fascinante e que tem estado no meu radar.


Os autores do livro são psiquiatras e investigadores sobre a neuroplasticidade, com estudos orientados ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e à Ansiedade.


O livro torna-se interessante e de leitura fácil por conseguir abranger temas e situações mais profundas com um impacto mais sério na vida das pessoas, como para situações que se podem considerar menos incapacitantes.


No fundo a ideia principal do livro passa por tomarmos consciência de que não somos o nosso cérebro, ou melhor, nós não somos os nossos pensamentos!


Quantas vezes damos por nós a termos ideias bizarras, de coisas que imaginamos que podem acontecer ou de atitudes e comportamentos que nós podemos ter?


Estes pensamentos que surgem na nossa cabeça, sem sabermos de onde vêm e porque vêm são atos automáticos que não controlamos e que não nos definem.


O desafio é tomarmos consciência disso mesmo: um primeiro pensamento surge, esse pensamento pode mesmo ser “bizarro” e a partir daí entramos num loop que alimenta esse pensamento.

É aqui que cada um de nós pode atuar.

É aqui que podemos ver o pensamento, perceber que surgiu de forma automática e que não tivemos controlo sobre ele e que, a partir daí, decidimos que seguimento lhe queremos, ou não queremos, dar.

O livro propõe uma atuação em 4 fases para que as pessoas consigam alinhar-se com a sua verdadeira essência, gerindo de forma positiva estes pensamentos automáticos.

O que nos leva a trazer este livro para este artigo é o seguinte: quantas vezes em coaching temos as pessoas a partilhar connosco inseguranças, perspectivas, opiniões que não são mais do que o seguimento destes pensamentos automáticos?


Por exemplo, um coachee que nos diga “tenho recebido bom feedback do meu trabalho, mas estou sempre com a sensação de que estou a falhar e que podia dar mais.”

Este é um excelente exemplo de uma pessoa que acredita no pensamento automático de que o trabalho não está a ser suficientemente bom. A pessoa não só acredita no pensamento, como o desenvolve, o explora e passa a acreditar que esse pensamento o define enquanto pessoa e enquanto profissional.


É um processo fascinante, e também desafiante, conseguirmos distanciarmo-nos das mensagens automáticas que o nosso cérebro nos envia e mudar o significado que tem para nós.


Se considera que passa demasiado tempo na sua cabeça e que dá uma importância exagerada a determinados assuntos procure ajuda.

Essa ajuda pode passar por simplesmente ler este livro e conhecer-se um pouco melhor, pode passar por coaching, nos temas mais “superficiais”, por psicoterapia em temas mais profundos e mesmo por um acompanhamento psiquiátrico em temas que condicionam a vida de forma negativa.

Saber pedir ajuda e enfrentar os desafios é um ato de profunda coragem.

Faça isso por si, GO!